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Como a Geração Z Está Caindo na Armadilha do “Task Masking”
21 de fevereiro de 2025
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A Geração Z, nativa da revolução digital, trouxe consigo uma onda de inovação e novas maneiras de encarar o ambiente de trabalho. No entanto, uma situação curiosa vem surgindo nesse contexto: o “Task Masking”, ou mascaramento de tarefas, que cria uma falsa impressão de produtividade. Mas o que está por trás disso? E qual é o impacto para as empresas?
Em um mundo onde velocidade e desempenho são altamente valorizados, a pressão para parecer ocupado se tornou parte integrante da cultura corporativa. Imagine um barco no mar, agitado por ondas que, embora pareçam intensas, apenas balançam a embarcação sem realmente impulsioná-la. Essa é a realidade que muitos negócios enfrentam: atividade em excesso, mas resultados significativos em escassez.
Por que essa necessidade de aparentar produtividade é tão forte? As expectativas irreais do mercado podem estar na raiz deste comportamento. Jovens profissionais sentem a obrigação de exibir um desempenho constante, mesmo que isso signifique preencher suas agendas com tarefas desnecessárias, responder a e-mails sem importância ou passar horas em ferramentas digitais que, em vez de ajudar, acabam se tornando distrações. Estamos realmente focados no que importa ou apenas ocupando o tempo com tarefas vazias?
A constante busca por ocupação está levando os jovens à insatisfação e esgotamento, impactando negativamente sua saúde emocional e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Quando os gestores veem que sua equipe está muito atarefada eles não delegam tarefas a esses jovens, criando um ciclo vicioso que dificulta a identificação da causa da baixa produtividade – seja pela escassez de pessoal ou pela necessidade de uma organização mais racional das tarefas. Consequentemente, há um aumento no acúmulo de tarefas não concluídas, sem que as empresas aumentem o quadro de funcionários para compensar à baixa produtividade. Dessa forma, a pressão persiste, impedindo a obtenção de um denominador comum.
Para escapar dessa armadilha, é imperativo reavaliar as culturas e práticas de gestão. A transparência e a comunicação aberta são fundamentais para que os profissionais se sintam confortáveis em expressar suas dificuldades e em buscar apoio. Além disso, ensinar técnicas de priorização e gestão do tempo pode ajudar a direcionar os esforços para tarefas que, de fato, fazem a diferença.
Outro ponto crucial é como o desempenho é avaliado. Muitas empresas ainda medem produtividade pelo número de tarefas concluídas em vez de pela qualidade dos resultados obtidos. Essa abordagem precisa ser revista. O sucesso deve ser mensurado pelo impacto real do trabalho e pelo crescimento profissional, não pela quantidade de horas dedicadas à mera aparência de ocupação.
Estamos vivendo uma era de grandes transformações. A tecnologia tem o potencial de otimizar processos e fortalecer carreiras, mas é fundamental usá-la de maneira sábia. A questão que se coloca é: continuaremos navegando em mares turbulentos ou transformaremos esse mar águas tranquilas para seguirmos em um ritmo de cruzeiro rumo ao verdadeiro sucesso?
É hora de repensarmos nossas práticas e focarmos no que realmente importa: resultados significativos e o bem-estar dos profissionais
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